domingo, agosto 13, 2006

Dream Theater - Live at Claro Hall 2005 (bootleg)

Download:
(não, eu não tive escolha, tive que pôr em 4 partes. Lembrando: para quem tem Velox, ou outra banda larga de ip dinâmico, é só desconectar e reconectar para mudar o ip, e poder baixar o outro CD sem ter que esperar 2 horas =D)

Como estava há um bom tempo sem postar nada, precisava postar algo que valesse a pena!
Esse é o show do Dream Theater que teve em 2005 no Claro Hall, aqui no Rio de Janeiro, que meu amigo gravou. A qualidade está MUITO boa, e é um material raro, pois acredito que é o único material gravado do show daqui.


Review especial, feita por um amigo, muito boa leiam!!:

A última vez que o Dream Theater havia pisado no país da piada pronta havia sido em 1998, na turnê do Falling Into Eternety,
se a memória não falha. Sete anos depois, porém, eles voltam e a espectativa em torno do show era gigante. Cheguei
razoavelmente em cima da hora e me deparei com um Claro Hall completamente lotado, como só tinha visto uma vez, na turnê da
Donzela em 2004.

Em São Paulo haveriam 2 shows, com set lists diferentes: No primeiro dia, rolaria o set normal da banda na turnê. No segundo,
os estadunidenses iriam fazer um set pra lá de especial, tocando o clássico "Scenes From a Memory" na integra. Não pude deixar
de sentir inveja dos paulistas, mas enfim, era Dream Theater e o show aqui tinha tudo para ser memorável.

Como a precisão do baixo de Myung, o show começa pontualmente às 22:30 com a música de abertura do excelente "Octavarium",
"The Root of all Evil". Música pesada, serviu bem para abrir o show. Eles emendaram logo com "Panick Attack", também do
"Octavarium". Apesar de novas, o público reagiu muito bem e agitou consideravelmente o lugar. E o LaBrie mandou muito bem
nessas músicas, surpreendendo alguns (eu).

Passado o primeiro momento, LaBrie fala as velhas frases clichês do tipo "It's good to be back after seven years blá blá blá...
and you can make...a Fortune in Lies". Foda. A primeira surpresa da noite, música de abertura do primeiro cd deles, uma
resgatada bem legal por parte deles, acho que ela não era executada a sei lá, 10 anos? A próxima seria o primeiro "clássico"
da noite: "Under a Glass Moon" do Images and Words, executada perfeitamente (duh) e agitando ainda mais o público. Agora é a
vez de uma das melhores músicas do grupo "Caught in a Web" do Awake. E realmente foi um dos pontos altos do show. Mas tipo,
eu temi pelo LaBrie nessa música. Mas pqp, o cara tava mandando muito! Depois eu comento mais sobre ele...

"Peruvian Skies" veio em seguida, mas eu admito que não lembro muito bem do momento, só da empolgação da galera quando veio
mais essa supresa.

Agora veio o melhor momento do show (pra mim, é claro): a dobradinha do Scenes from a Memory "Strage Deja Vu" e "Fatal
Tragedy". Pqp, como nego pulou nessa hora. Cada frase era cantada em unissono pelos presentes.

As próximas três "músicas" do set seriam na verdade parte da última música do "Six Degrees Under Turbulance", o que resultou
em um verdadeuro espetáculo de técnica dos membros da banda, que, se não esbanjam carisma (excetuando o Portnoy) de bandas
como Saxon ou Accept, compensam no virtuosismo e precisão das difícilimas músicas.

Bem, agora chegou a parte chata (no meu ponto de vista) do show. Algumas músicas do tosco "Train of Thought" (pior cd da
banda): a boa "As I Am" e a dispensável "Endless Sacrifice". Eu já estava cansado durante a Losing Time, então fomos para
fora do caldeirão para nos sentar lá naqueles sofászinhos vermelhos do lado de fora do show. Quando vimos as músicas que se
seguiram, resolvemos ficar por lá mesmo até que viesse algo mais interessante. Fiquei vendo o show pelas televisões que tem
lá, então não perdi tanta coisa ;). Enfim, depois de Endless Sacrifice, veio a super balada gay do "Octavarium", "I Walk
Beside You" e a também nova "Sacrificed Sons". Do lado de fora vi uma cena engraçada: ALém da area externa estar cheia, havia
pessoas dormindo nos sofás, alheios ao show. Não posso culpa-los, para alguém que não seja fã de DT, um show de quase 3 horas
pode dar muito sono.

Bem, saimos do descanso e voltamos ao show pouco antes da "Octavarium" entrar. Olha, gosto muito dessa música e tals, mas foi
desnecessário. Cinco músicas do novo cd, tendo uma quase 25 minutos é demais. Isso somado as músicas do "Train of Thought" e
do Six Degrees (muito bom, mas se era para tocar algo dele, podiam ter escolhido a Glass Prison"), esfriou o show e deixou-o
cansativo para muitas pessoas. Claro, muita gente gostou, mas eu imagino como seria se ao invés da "Octavarium" colocassem a
"A Change of Seasons" e no lugar de "Endless Sacrifice' algo como "Take The Time" ou "Lie"... Enfim, o show ainda não tinha
acabado.

Logo após a Octavarium (vale ressaltar: PERFEITAMENTE executada e muito bem aceita em geral), pelo que eu lembro a banda sai
para o bis. Na volta, vem com a balada clássica do DT: "The Spirit Carries On", emocionando muitos presentes, que cantavam
TUDO, batiam palma etc...

E agora, no final, para quebrar tudo um medley "Pull Metropolis" e que quase botou o Claro Hall abaixo. Agora, novamente,
porque fazer um medley logo em 2 dos maiores clássicos da banda? Só porque acharam o nomezinho legal? Enfim, apesar de tudo,
o medley fechou com chave de ouro um show que, se não foi perfeito, não poderia ser classificado como menos que "excelente".
No final, a banda se despede do enorme carinho recebido e parte, e agora só podemos esperar que ela não demore mais 7 anos
para voltar.



Agora, vamos falar de cada membro da banda individualmente:

Começando pelo showman da banda: Portnoy. Sério, se você acha que ele é foda, impressionante etc, nos álbuns, você não tem
idéia de como ele é absurdo ao vivo. O cara brinca. Canta, gira baqueta, joga elas pro alto, toca com uma mão, toca em pé e
tudo isso tocando em uma das bandas mais técnicas e complexas da atualidades. Ele rouba a atenção completamente.

Vamos falar do Petrucci. Outro cara que simplesmente detona e demonstra uma habilidade monstruosa no seu instrumento. Em
praticamente 3 horas de show, com solos e mais solos de nível técnicos altíssimos, o cara não perdeu UMA nota sequer. Pode
não ter presença de palco e alguns podem chama-lo de sem feeling (na grande maior parte do tempo isso é bobeira), máquina de
tocar e tudo mais, mas ver um guitarrista com tanto empenho e domínio sobre um instrumento é de tirar o folego.

Myung é um baixista foda. Também não errou nenhuma vez nas suas linhas de baixo complexas, mas também não foi um robô, e eu
juro que vi ele dando umas bangueadas em alguns momentos do show. Um baixisita que eu sempre admirei e foi ótimo acompanha-lo
durante o show.

O Rudess é outro que prima pela técnica, sendo um dos tecladistas mais respeitados do cenário do Metal atual. Impecável, só
teve um momento em que foi chato ele tocando tããão lentamente durante uns 5 minutos na Octavarium, mas isso não é culpa dele.

Agora, para finalizar, a surpresa da noite: James LaBrie. Sério, se você ouve o Live Scenes From New York e depois esse show
você não acredita que é a mesma pessoa. Ele arrebentou e me surpreendeu MUITO. Para quem não sabe, o desempenho do LaBrie sempre foi bom, mas ele forçou tanto a voz que ESTOROU uma corda vocal, ficando um enorme período sendo vergonhosa as suas
participações ao vivo, e foi quase demitido da banda. Porém retornou as aulas de canto e teve uma melhora espantosa, chegando
a esse show atingindo todas as notas e só foi prejudicado algumas vezes pelo som baixo do microfone.

A banda em geral é isso ai: Muita competência, mas mesmo assim surpreendendo no set e em algumas músicas, fazendo
improvisações do nada e fazendo palhinhas no meio das músicas de bandas como Metallica e Pink Floyd. Uma banda para ficar na
história e que ainda tem muito futuro pela frente.
by Marcelo Betz (Krebain)


Ano de Lançamento: 9 de dezembro de 2005 (bem, na verdade nunca lanço nem vai lançar, massss)
Gênero: Prog Metal

Set List:

Tracks:
Time:
1.The Root of All Evil
11:44
2.Panic Attack
06:42
3.Fortune in Lies
05:04
4.Under a Glass Moon
08:42
5.Caught in a Web
05:44
6.Peruvian Skies
10:49
7.Strange Deja-Vu
05:14
8.
Fatal Tragedy
08:09
9.
Solitary Shell
05:37
10.
About to Crash (reprise)
04:14
11.
Losing Time
05:31
12.
As I Am
07:29
13.
Endless Sacrifice
11:25
14.
I Walk Beside You
05:37
15.
Sacrificed Sons
10:43
16.
Octavarium
26:47
17.
The Spirit Carries On
09:54
18.
Pull Me Under
09:00
19.
Metropolis pt.1
06:39


(de vez em quando dá para ouvir ele gritando, HAHAHHA, mas nada que atrapalhe!)
OBS: Agradeço a Bruno, que gravou o show, e deixou eu colocar aqui no blog!

2 Comments:

Blogger Tássio said...

PARABÉNS Keane!

já pode ser colunista da Rock Brigade
xD


não vejo a hora de baixar esse show
:B

11:29 PM  
Blogger Laddy Darkness said...

Caralho véi!! eu nem sabia da existência desse bootleg!!! mas pena que os links não estão mais disponíveis... =/

7:10 PM  

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