domingo, setembro 03, 2006

Dio - Shows 2004 e 2006 (SP e RJ)

Um Mega Post :D

Shows do Dio recentes aqui do Rio de Janeiro, e de São Paulo! O de 2004 e o de 2006 do Rio de Janeiro são de uma versão diferente das que estão circulando na net já faz um mês. Acabou de ser masterizada. Ela não está com o som abafado, dá para ouvir tudo e tá com uma qualidade perfeita! Para mim vale MUITOOOOOO mais a pena dos que já estavam aí na net. O de São Paulo que é uma versão que já estava rodada. Como o amigo meu que grava os shows (e inclusive gravou o do Dream Theater, do Deep Purple, do Judas Priest e do Stratovarius que logo darei upload) não foi no show de São Paulo, não consegui uma versão melhor.
(Créditos a Bruno que gravou os shows de 2004 e de 2006 no RJ!)

Show de 2004 no Rio de Janeiro.
DOWNLOAD


Set List:
1.King of Rock 'n' Roll
05:03
2.Sign of the Southern Cross
03:17
3.Stargazer
06:29
4.Stand Up and Shout
03:55
5.Simon Wright Solo
04:55
6.Don't Talk to Strangers
06:38
7.The Eyes
07:14
8.Mob Rules
04:42
9.
Man on The Silver Mountain
04:11
10.
Doug Aldrich Solo
02:43
11.
Rock 'n' Roll Children
05:32
12.
Gates of Babylon
08:21
13.
Holy Diver
05:32
14.
Heaven and Hell
09:52
15.
Last In Line
08:03
16.
Rainbow In the Dark
05:52
17.
We Rock
06:33
18.
Neon Knights
06:57


O de São Paulo de 2006 (esse eu não ouvi, não sei como está a gravação):

Set List:
01 - Children of the sea
02 - I speed at night
03 - One night in the city
04 - Stand up and shout
05 - Holy Diver
06 - Gypsy
07 - Drum solo
08 - Sunset Superman
09 - Don't talk to strangers
10 - Rainbow in the dark
11 - Guitar & Keyboards Solo
12 - I
13 - All the fools sailed away
14 - The man on the silver mountain
15 - Catch the rainbow / Long live rock 'n' roll
16 - Heaven and hell
17 - We rock
18 - The last in line
19 - The mob rules (With Andreas Kisser from Sepultura)


O do Rio de Janeiro de 2006:
DOWNLOAD

Set List:
1.Children Of The Sea
08:23
2.I Speed At Night
04:34
3.One Night In the City
06:12
4.Stand Up and Shout
03:52
5.Holy Diver
04:41
6.Gypsy
03:49
7.Drum Solo
06:02
8.Sunset Superman
05:52
9.
Don't Talk To Strangers
06:27
10.
Rainbow In the Dark
04:54
11.
Guitar Solo
08:56
12.
I
05:54
13.
All The Fools Sailed Away
08:54
14.
Man On the Silver Mountain*
04:40
15.
Catch The Rainbow*
01:01
16.
Long Live Rock 'n' Roll*
04:54
17.
Heaven and Hell
12:15
18.
We Rock
05:35
19.
Last In Line
07:15

*=Medley

E é claro, uma resenha feita por um amigo!

Tamanho NÃO é documento. Isso eu aprendi depois do incrível show de Ronnie James Dio no Claro Hall, no dia 14 de Julho de 2006. Dio, apesar de sua baixíssima estatura e sua idade (que ele não revelou a ninguém até hoje), continua compondo como sempre, continua agitando seus shows com presença e carisma invejáveis.

O atraso habitual foi até pequeno, 20 minutos separaram o horário marcado do momento em que Dio subiu ao palco. Foi o suficiente para deixar a platéia em êxtase total quando as luzes se apagaram e iniciou-se o dedilhado clássico de Children of The Sea. Dio entra e começa a cantar, com uma voz absurdamente potente e sonora. A platéia canta em uníssono todas as partes da música, com uma paixão indescritível. No meio da música, porém, percebe-se uma falha grave de Craig Goldy na hora do solo. Todos se entreolham por alguns instantes, mas tudo passa e o show continua. Logo após Children of The Sea, começa a rápida “I Speed At Night”, e impressionantemente, Dio está novamente impecável. Dio cumprimenta o público, agradece a recepção e introduz a próxima música da seqüência: “One Night In The City”. Mais uma performance sem erros. Ronnie James Dio estava pegando fogo, sua sintonia com o público estava algo apaixonante. Começa o riff inconfundível de “Stand Up and Shout”, cujo refrão pegajoso é cantado com força e vontade pela platéia, mostrando o domínio que o grande pequeno Dio tem sobre seus fãs. Já no fim de “Stand Up And Shout”, Dio imenda o início de Holy Diver, faixa título de seu primeiro álbum em carreira solo. O mascote de Dio desenhado no pano de fundo do palco tem seus olhos iluminados, um efeito sem maiores méritos, mas que provocou orgasmos múltiplos a todos os presentes, que retribuíram a impressionante performance de Dio com gritos e berros de satisfação. A banda imenda novamente com “Gypsy”, uma excelente música também do seu 1º álbum, “Holy Diver”.
Era hora de Dio descansar um pouco, portanto inicia-se um solo de bateria de Simon Wright, que apesar de ser um competente instrumentista, faz com que a platéia esfrie um pouco, pois o solo de bateria foi longo, e ao final chegou a ser cansativo. A platéia, ao fim do solo, vai voltando à efervescência original, recuperando o fôlego e acompanhando a performance de “Sunset Superman”, uma boa música do baixinho, que é, porém, esquecida por alguns fãs. Craig Goldy comete seu segundo grave deslize ao tocar o solo da música – se confunde, erra certas notas e “come” outras, uma bagunça total. O público começa a ter certos pressentimentos em relação ao que ainda viria do guitarrista durante o resto do show, mas, novamente, tudo se apaga e o show continua. Dio introduz a próxima música (“novamente do álbum ‘Holy Diver’”, como disse ele) – “Don’t Talk To Strangers”. Esta música foi um ótimo recomeço para Craig Goldy, que tocou o solo impecavelmente, sem nenhum errinho sequer, nada. Dio cantou como nunca, extremamente alucinante. Ele pulava e corria pelo palco como se estivesse no auge da juventude, uma energia que muitos jovens não tem hoje em dia. O grande pequeno Dio novamente agradece ao público, e anuncia a música mais famosa de sua carreira solo – como bem disse ele: “Bem, depois de tocar todas essas músicas do ‘Holy Diver’, não podemos ficar sem tocar essa... Com vocês, ‘Rainbow In The Dark’!”. Tudo estava indo bem até a parte do solo, quando Craig Goldy errou mais uma vez. Ele parecia não ter aprendido o solo inteiro, ele fritava erroneamente pelas escalas como uma criança na sua primeira aula de guitarra. Mesmo depois de errar o começo do solo, Goldy erra novamente, dessa vez abafando as cordas e provocando um ruído desagradável, seguido de uma pausa pequena - porém perceptível - de algumas frações de segundo até se recompor. Os fãs não gostam, e nada pior para Craig Goldy que um solo longo de guitarra, enquanto Dio descansa novamente. No começo, chegam a jogar garrafas de plástico no instrumentista, que continua na sua apatia implacável, que perdura desde o início do show. Craig Golgy não mexeu um músculo sequer da face durante o show inteiro, sua frieza e falta de compromisso conquistaram o ódio de certos fãs. Para recuperar o ânimo de todos, Dio volta e começa “I”, música que compôs junto ao Black Sabbath. Todos continuam cantando e gritando, apesar das desavenças ocorridas em relação ao guitarrista. Inicia-se uma música diferente, outra também esquecida pelos fãs, mas ainda assim uma excelente música: “All The Fools Sailed Away”. Um verdadeiro épico que não recebe o valor devido, uma composição competente e inspirada, com um refrão pegajoso que contagiou todos os presentes.
Já era hora de Ronnie James Dio cantar alguma música de sua carreira no Rainbow, onde compôs junto a Ritchie Blackmore. Nada melhor do que um medley com 3 das mais famosas músicas do conjunto. O medley começa com a excelente “Man On The Silver Mountain”, segue com um trechinho bem pequeno de “Catch The Rainbow”, e finaliza com a música que, provavelmente, é a mais conhecida do Rainbow, por seu refrão que virou um hino do Rock and Roll – “Long Live Rock And Roll”. A platéia gritava a plenos pulmões o refrão “Long li-ive... Rock and ro-oll!”. Eu diria que foi o ponto alto do show, foi a participação mais efetiva dos fãs presentes, com direito a uma pausa para Dio ouvir o povo cantando o refrão. Impressionante. Ao fim da música, Dio homenageia o Rio de Janeiro, o Brasil e o Rock and Roll: “Long live Rio de Janeiro!!! Long Live Brasil!!! Long Live ROCK AND ROLL!!!” Começa então o refrão mais conhecido de Dio em seus anos de Black Sabbath: “Heaven And Hell” começa com toda a força, com certeza o riff mais inesquecível do show, cantado pelo público como se este fizesse parte da música, uma garra incrível da platéia carioca.
O que pareceu ser o fim do show, foi “prolongado” pelo mestre Dio (ele havia simulado um fim de show após “Heaven And Hell” nos dias anteriores, em outras cidades do Brasil) com “We Rock”, e em seguida Dio simula mais um fim de show, mas dessa vez sem sucesso, ele até demorou menos dessa vez. O dedilhado de “The Last In Line” começa a soar, o Claro Hall agita com a música, sabendo que é a derradeira da noite. Dio agradece ao público carioca mais uma vez pelo extraordinário show, e vai embora.
Foi um show bem diferente, com algumas músicas que não esperávamos, faltaram alguns clássicos como “The Mob Rules”, “Neon Knights” e “Gates Of Babylon”. Apesar dos erros inexplicáveis de Craig Goldy e de um set list não muito comum, foi um show e tanto, o baixinho continua no auge da forma, pulando, dançando e cantando como nunca, animação a toda. O mestre Dio conseguiu apagar os problemas com sua estonteante performance, mostrando que tamanho realmente não é documento e que a idade chega para todos, mas não pára ninguém de fazer o que gosta. No dia 14 de julho de 2006, os fãs cariocas de Dio tiveram mais do que um show, tiveram uma aula de vida.

by Luis Eduardo